segunda-feira, 12 de julho de 2010

É amigo, é copa do mundo!


Infelizmente não deu para comemorar o Hexacampeonato do Brasil em terra Irlandesa. Trova não falto nos duendes, mas nem eles levaram sorte para o Brasil! Agora, que venha 2014 e a comemoração no Rio! E já que estava do outro lado do oceano, entrei no clima e torci pela primeira vez pra um time com uma camiseta vermelha. Primeira e última vez, que fique bem claro. Com um mar de espanhóis espalhados por todos os pubs da Irlanda ficou impossível não entrar no clima e ser mais uma cantando: “Espanha inteira se vas a borrachera”.
Claro, que os mais animados da torcida eram os brasileiros. Entre os cantos espanhóis, sempre surgia um grito de Brasil ou até o hino do Rio Grande do Sul pelos mais entusiasmados. Festa na África do Sul, festa nas ruas de Dublin. Aliás, comemorar vitórias no esporte aqui é muito comum. O diferente é o tipo de esporte. Os irlandeses são fanáticos por Hurling e por Rúgbi, lotando o estádio em finais de temporada, realizadas no Croke Park. O estádio, que por acaso fica localizado ao lado da nossa casa em Dublin, tem capacidade para 82.300 pessoas, sendo o terceiro maior da Europa.
De futebol, pouco se fala na Irlanda. Mas uma copa do mundo com certeza muda qualquer programação esportiva. Mesmo sem a seleção irlandesa no campeonato, a torcida se uniu para assistir ao espetáculo proporcionado pelo esporte e, obviamente, torcer “contra” a França. E com gente de toda parte do planeta em Dublin, a comemoração era certa, não importava o lado que ganhasse, afinal, é copa do mundo!   
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 Torcida Espanhola em Pub!
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Brasileiro não perde uma festa!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Adaptação a Irlanda brasileira.

Duas semanas e nenhuma publicação no blog. O motivo: A adaptação. As primeiras semanas em Dublin exigiram um considerável esforço de ambientação. Foi necessário um extenso reconhecimento nos pubs, a entrada na torcida organizada brasileira para os jogos, participação em degustações de cerveja européia e city tour pelos pontos turísticos da cidade. Além das aulas de inglês, é claro, fundamental para a socialização com o povo irlandês.
Resultado da adaptação: “Tô me sentindo de casa”. Tanto que até o chimarrão e a camiseta do grêmio são presenças certas nas programações, fato que acontece quando metade da aula de inglês também veio do sul do Brasil. Se sentir em casa também fica fácil ao caminhar pelas ruas de Dublin, onde o familiar português sempre surge na conversa ao lado.
E nos dias de jogos da seleção o número de brasileiros triplicava. É amigo, é copa do Mundo! Era difícil descobrir quem era brasileiro de passaporte, porque camiseta do Brasil tinha por todos os lados. No último jogo até franceses apareceram vestindo a verde e amarela. A concentração e a festa da torcida brasileira em Dublin foram no Odeon, pub no centro da cidade. Cerveja por quatro euros, axé, sertanejo e no cardápio, coxinha de galinha. O inglês só era falado ao chegar ao balcão: One pint, please?
Adaptação 10, Inglês 0. Conseqüências de achar um pedaço do Brasil na Irlanda: Não praticar o inglês. O que agora me obriga a estudar mais e me disciplinar para falar mais inglês, tanto com irlandeses, como com brasileiros. Próxima adaptação: Me sentir em casa falando inglês. 


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